terça-feira, 16 de abril de 2013




Frases recolhidas de velhos formulários de companhias de seguro, nos quais os motoristas tentam descrever os detalhes de seus acidentes, procurando, evidentemente, eximir-se da culpa.

-           Um carro invisível veio de não sei onde, bateu no meu carro e desapareceu.
-           Eu saí para o acostamento, olhei para a cara da minha sogra e caí montanha abaixo.
-           Eu fui atirado para fora do meu carro quando ele saiu da estrada. Mais tarde, fui encontrado numa vala por umas vacas perdidas
-           Eu tinha certeza que o velho não conseguiria chegar ao outro lado da estrada, por isso eu o atropelei.
-           Eu disse à Polícia que não estava machucado, mas quando tirei o chapéu percebi que tinha fraturado o crânio.
-           Eu pensei que o vidro da janela estava aberto, mas descobri que estava fechado quando botei a cabeça para fora.
-           De volta para casa, eu entrei com o carro na casa que não era minha e bati numa árvore que não é a minha.
-           Eu bati contra um carro parado que vinha na direção contrária.
-           O pedestre não tinha para onde ir, então eu o atropelei.
-           Eu estava a caminho do médico com um problema na traseira, quando minha junta universal caiu, causando o acidente.
-           Um caminhão deu ré pelo meu pára-brisa direto na cabeça da minha mulher

Publicado no jornal Zero Hora de Porto Alegre, na página do Almanaque Gaúcho.
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