sexta-feira, 24 de junho de 2016



A popularização dos computadores de mesa, os tais pc’s e recentemente os laptops, provocou uma onda de inclusão digital no Brasil. Esse processo teve início há uns vinte anos e atingiu o ápice há poucos anos atrás quando os recursos necessários de hardware e software tornaram-se mais acessíveis.

Eu entrei no mundo da informática em 1994 e foi como juntar a faca e o queijo, a fome com a vontade de comer e a salada de maionese e o churrasco. Desde então trabalho com inclusão digital e nessas duas décadas vi muita coisa mudar na matéria de informação automática. Principalmente com o advento da internet.

Quando descobri a tal de Internet lá pelos meados dos anos 90, decidi fazer um curso e uma vez por semana pegava o ônibus e ia à Porto Alegre para aprender a desatar os nós da grande rede. Lá aprendi sobre arquitetura de redes, protocolos de comunicação, servidores, tipos de conexão, endereços IP e URL’s, uso dos navegadores (na época o Internet Explorer mandava no campinho e o único concorrente era o Netscape Navigator) e também outros assuntos que não há necessidade de detalhar aqui para não estender demais o texto...

O que acontece hoje sobre inclusão digital?
Grande parte das pessoas que compram laptops e iniciam esse processo de inclusão e uso do computador, pulam etapas e vão direto à Internet. E pior...  direto às redes sociais.

Não, você não precisa saber sobre protocolos, arquitetura de rede e servidores para utilizar plenamente os recursos e todas as maravilhas da rede. Mas o que recomendo, depois de vinte anos de trabalho com inclusão, é que o calouro aprenda antes a utilizar plenamente o computador, que aprenda sobre sistemas operacionais e aplicativos, que saiba reconhecer discos, criar uma estrutura de pastas (ou diretórios), a reconhecer tipos de arquivos, que saiba o básico de informática e depois aprenda a usar corretamente navegadores de acesso à internet.

Falando da Internet e das redes sociais

O ideal seria navegar inicialmente entre sites de notícias, por sites que agreguem conhecimento e abram a mente para opiniões divergentes, mas principalmente desenvolvam a capacidade de discernimento para identificar conteúdos direcionados à formação de opinião em massa e manipulação de interesses. Recomendo ler tudo o que agregar conhecimento e depois “passar um pente-fino” para não ser manipulado e não replicar opiniões duvidosas de outros como se fossem verdades absolutas. Uma pessoa bem informada não muda de opinião a cada postagem do Facebook, ela tem opinião formada e é convicta de seus princípios e valores.

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