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quinta-feira, 26 de março de 2026

 Quando me perguntam há quanto tempo eu trabalho com artes gráficas, eu costumo dizer: “desde a época em que Ctrl+Z era chamado de ‘começar tudo de novo’”.


Comecei no finzinho dos anos 80, numa era quase jurássica da criação. Nada de tablet, nada de mouse… era eu, a prancheta e a gloriosa caneta de nanquim — que, diga-se de passagem, borrava ou pingava tinta exatamente nos últimos traços do desenho, quando já não dava mais pra refazer sem chorar. Cada traço era feito com a precisão de um cirurgião… e o nervosismo de quem sabe que não existe “desfazer”.

Aí vieram os anos 90, e com eles a tecnologia invadiu a vida do artista gráfico. Conheci o lendário CorelDRAW 3. Aquilo parecia coisa de outro planeta! Você clicava, arrastava… e as coisas obedeciam! Era basicamente magia digital.


Mas calma, não era tão simples assim. 

Pra salvar o trabalho, entrava em cena o poderoso disquete de 3,5”. Um dispositivo com incríveis 1,44 MB de espaço — ou seja, cabia um arquivo… talvez. Se tivesse muita sorte e pouca resolução. Quando não cabia, era aquele ritual: “Insira o disco 2”. Parecia que eu estava produzindo um filme de Hollywood em capítulos.


E claro, sempre tinha aquele momento emocionante:

“Será que salvou?”
Porque o disquete tinha personalidade. Às vezes ele simplesmente decidia que não queria mais viver — e levava seu trabalho junto.

Depois veio a evolução: o CD regravável! Aquilo sim era luxo. 700 MB!

 Eu me sentia o dono de um data center. Gravava, apagava, regravava… até o CD começar a falhar misteriosamente e virar um belo objeto decorativo.

E então… o futuro chegou. O pen drive. Pequeno, rápido, confiável… e fácil de perder. Porque nada supera a tecnologia de colocar um arquivo importante dentro de um objeto menor que uma bala e depois esquecer onde colocou.

E enquanto isso, a tal da “nuvem” era tipo história de ficção científica. Algo que você ouvia falar, mas parecia tão distante quanto carro voador. Hoje em dia, se a internet cai, a gente já entra em crise existencial.

Resumindo: eu comecei desenhando à mão, passei por uma fase em que salvar um arquivo era uma aventura digna de filme de ação, e hoje trabalho num mundo onde tudo está a um clique — ou a um bug — de distância.

Então, quando alguém pergunta desde quando eu trabalho com artes gráficas, eu respondo:

“Desde quando salvar um arquivo exigia fé, coragem… e vários disquetes para compactar uma arte do Corel.”

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Algumas pessoas já me cobraram porque eu não posto mais dicas do CorelDRAW no Blog Coizaradas. Daí lembrei de um recurso fácil e rápido para aplicar um contorno num desenho, pra quem faz adesivos e precisa de uma marca de corte. Geralmente se desenha um contorno à mão, onde a navalha de corte deverá passar para cortar o adesivo. 

É bem fácil fazer esse contorno ou marca de corte como essa aí no desenho do Mickey...

Primeiro abra o desenho no CorelDRAW e o selecione. Para selecionar tudo, dê dois clicks rápidos na ferramenta Seleção (A primeira da barra de Ferramentas)

Depois, selecione a ferramenta Contorno.

Ao escolher a ferramenta de Contorno, a Barra de Propriedades exibe as opções da ferramenta.

 1. Posição do contorno: o primeiro quadradinho quando marcado, insere contornos para dentro, quantos forem possíveis. O segundo quadradinho quando marcado, insere contornos internos, você escolhe quantos níveis de contornos no botão da escadinha. O  terceiro quadradinho quando marcado, insere contornos externos, quantos você assinalar na escadinha ao lado (2).
3. Aqui você define a distância do contorno em relação a arte.

Outras configurações:

4. As cores: Se elas serão diretas, se o preenchimento da forma irá da primeira cor à segunda, se elas terão toda a gama de cores no sentido horário ou toda a gama no sentido anti-horário. 
5. Cor para o contorno
6. Cor para o preenchimento da nova forma a ser criada com o contorno. Não precisa mudar nada aqui.

Clique no desenho e arraste o cursor para fora.... 

Se ficar assim, não te assuste...

Vai lá no menu Organizar e clique em Separar Grupo de Contorno...

Agora selecione só o contorno e escolha a cor de contorno, clicando como botão direito do mouse na cor, lá na paleta de cores e clique como botão esquerdo do mouse no botão com o X no topo da paleta de cores para remover a cor de preenchimento.


As vezes ainda serão necessárias pequenas correções que podem der feitas com a ferramenta Forma (F10)

No final você terá o desenho e o contorno separados e sem perder tempo fazendo manualmente com a ferramenta Bézier ou Mão livre.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quem usa o CorelDRAW, com frequência precisa redimensionar as artes vetoriais, desenhamos algo complexo, cheio de contornos e formas e num certo momento temos que diminuir o tamanho da figura para imprimir um cartão de visita ou num chaveirinho e até em réguas ou canetas para brindes....

Vejam esse brasão do RS. Desenhei com contornos para uma bandeira numa folha A3.



Ao diminuir para a folha timbrada e para o cartão de visitas, ficou assim. A figura diminuiu, mas os contornos ficaram com a mesma espessura e detonou a arte...

 Para evitar que isso aconteça, tem um truque, até bem discreto mas super útil.... Antes de diminuir, selecione a arte a ser reduzida.Trace um retângulo com a ferramenta Seleção em volta da arte...
 Clique na ferramenta Caneta de Contornos ou pressione F12
 Habilite a opção Escala com imagem e clique OK...
Assim, sua arte pode ser reduzida a vontade e o contorno sempre será proporcional ao tamanho da figura.
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