quarta-feira, 30 de maio de 2012

Algumas dessas beldades foram fabricadas no Brasil, outras foram trazidas de fora depois da liberação das importações em 1991. De 1976 a 1991 as importações de carros e motos foram proibidas, tudo pra incentivar a indústria nacional. Enquanto rodavam em terras brazucas o Escort XR3, os Corcel II, Passat, Gol e Fuscas e Kombis, lá fora já rodavam os Mustangs e  Camaros.

Essa de baixo é a Honda CB 500. Lançada em 1998, ainda hoje é atual, potente, bonita e respeitada. Ah, e tem um bom valor de revenda. Eu compraria de olhos fechados....Substituída pela Hornet 600.

 Essa é uma clássica da Yamaha nos anos 80. A DT 180. Dava gosto ver as competições de motocross e sentir o cheiro de óleo 2T. Ela veio com uma novidade pra época: Suspensão monoamortecida.

 Essa foi o sonho de muita gente nos anos 80. A Honda CB 400. Dois escapes, dois cilindros no motor, 45 HP's , um bom acabamento, andava bem se comparada com as menores da época como a ML 125 (com 12 Cv's) ou a Yamaha RX 180 (18 cv's).

Essa é a CB 400 Four, não foi produzida no Brasil, fez muito sucesso no Japão e Europa.


Essa é a CB 450 DX. Foi comercializada de 1988 até 1992 quando as CBs antigas deram lugar a mais bonita e mais modernas CBR 450R. Eu tive uma dessas DX ano 88 preta e grafite...Muito macia e boa de andar.

Essa é a CBR 400 Fireblade que a Honda produzia no Japão nos anos 90.

Essa é a CBR 1000 F ano 1992. A luxuosa da Honda em 1 litro, num misto de esportiva com estradeira. Nos anos 90 disputava o mercado com as Ninja da Kawasaki e com as GSX da Suzuki. Foi substituída pela Fireblade 1000 RR.

Honda NS 400, quase uma réplica da moto de competição da Honda.

Em 1982, a Honda lança no Brasil a XL 250 pra fazer frente com a DT 180 da Yamaha. Mecânica simples, mas robusta e difícil de quebrar...


Essa é a Suzuki GSX 1100 R. Um monstro até hoje. Com um poderoso propulsor de quatro cilindros em linha, freios a disco duplo na dianteira e simples na roda traseira,  quadro tubular de alumínio e a bolha da carenagem pra esconder quem tivesse coragem de levar o cursor do acelerador até o fim. Foi substituída pela GSX 1000 R.


A DT 180 já desgastada foi substituída pela DT200, que era praticamente a mesma moto, só com uma roupa nova e a câmara de combustão recondicionada pra 200 cc.

Essa é a FZ 250 lançada no Japão pela Yamaha. Um pequeno foguete com duas rodas e um motor 2 tempos.

Essa é a FZR 1000 da linha Genesis da Yamaha. Não tenho certeza o ano, mas deve ser 1992 ou 93.. Um luxo de moto, muito sucesso e muitas motos vendidas la fora...


Das pranchetas da Yamaha outro sonho de qualquer um que curte motocas esportivas. Chamada de a "Rainha das Esportivas" a R1 vem conquistando admiradores desde 1998 quando foi lançada. Nos modelos atuais ela teve o motor mais "amansado".

Lançada no Brasil como RDZ 125 em 1982, no Japão como RD e na Europa como RZ, essa pequena Yamaha foi o primeiro degrau para quem queria uma esportiva, mas não tinha grana para comprar uma grande como as Ninjas ou as CBR's. Aqui ela veio sem as rodas de liga leve, sem a carenagem e o escape era preto e refrigerada a ar, não á água como essa importada. Eu tive uma RDZ em 1986...Tinha um tanque de 16 litros e um arranque espantoso pra uma 125.

Lançada no Brasil para concorrer com a CB 450, a RD 350 LC, depois teve seu nome mudado pra RD 350 R, foi a única esportiva de verdade por aqui. Com motor bicilíndrico em 2 tempos, freios a disco e escape esportivo fez muito sucesso e deixou muitos pais de cabelos arrepiados com os filhos andando por aí com uma RD. Andava muito e era chamada de viúva negra...
Nesse modelo já era a R, com novos pneus e novas entradas de ar no motor, só o acabamento deixava um pouco a desejar, a carenagem tremia demais ao ultrapassar os 150 kms por hora.

Em 1985, a Yamaha lançou no mercado um monstro em duas rodas: A Roadster V-Max. Com u m poderoso motorzão de quatro cilindros em V, 1198 cc com 140 cavalos.

No Brasil as vendas da V-Max foram impulsionadas pelo aparecimento dela na novela da rede Globo "O Rei do Gado" onde o personagem de Fábio Assunção (o filho do rei do gado) desfilava com uma V-Max pra cá e pra lá. O Rei do Gado foi uma novela exibida de 17 de junho de 1996 a 15 de fevereiro de 1997


Essa é a Yamaha Ténéré 600 ano 1987. A primeira moto de 4 tempos da marca no Brasil. Chega de cheiro de óleo queimado. Tanque de gasolina de 16 litros e motor monocilindrico de 4t com potência de 42cv's.

Essa é a Yamaha RX 180 Custom. Tinha o guidão mais alto, imitando as chopper que faziam sucesso na época, em 1982.

Essa é a TT 125 da Yamaha e pode ser considerada a precursora das fora-de-estrada no Brasil.

Mais luxo na CB400. Essa é a Honda CB 400 II com pintura em dourado e mais cromados pra dar mais cara de moto de luxo. Veio com rodas um uma peça única forjada sem parafusos e dois discos de freio na roda dianteira e um básico freio a tambor na traseira.

Essa é a Honda CB 400S. Com o mesmo motor da "nossa" CB, essa era vendida no Japão. Muuuiiito mais bonita...


Essa é a CBX 750 que a Honda trouxe pro Brasil direto do Japão em 1987. Vieram apenas 800 unidades para "testar" o mercado e a receptividade do consumidor brasileiro. Não deu nem pro cheiro. Ela tinha pneus sem câmera, sistema anti-mergulho na dianteira, aro 16 na roda dianteira e 18 na traseira, suspensão com regulagens, escapes esportivos pretos e 89 Cv's no motor.

A versão nacional foi uma decepção. A Honda pôs uma roda 18 também na dianteira, pneus com câmera, retirou o sistema anti-mergulho e as regulagens da suspensão. Ah, e o escape de preto foi mudado pra cromado. Por causa da mistura da nossa "bela e cara" gasolina, a relação ar-gasolina foi mudada e a nova moto perdeu 9 Cv's.

Essa é a CG 125 da Honda ano 1982. Famosa pela cor azul-calcinha, ela fazia uns 40 kms com um litro. Eu tive uma exatamente igual a essa, andava só com o cheiro da gasolina dentro do tanque.


Essa é a Montesa H6. Muito procurada por ser preparada para trilhas e motocross numa  época que importar uma KLR da Kawasaki ou uma CR da Honda custava uma pequena fortuna.

Uma curiosidade: As motos que eram trazidas de fora para a competição, no final da temporada eram queimadas para evitar que fossem vendidas. Acredita?


Essa é uma MZ Simsem. Fabricadas em Cachoeirinha no RS pela FBM com tecnologia da Zanella argentina e fez até algum sucesso, mas caiu frente a concorrência japonesa. A FBM produziu a Kapra 125 TR e depois a MZ 250 RS (foto) com freio a disco e o pedal de partida no lado esquerdo.

Essa é a Honda XLX 350. Forte, robusta, bonita, valente e tudo o que se diz de uma moto que deixou muita saudade. Foi substituída pela NX Sahara, carenada mas de desenho bastante discutível.

Essa é a XLX 250 R. Sucessora da XL 250R. Essa tinha dois carburadores ao invés de um, da antecessora. O segundo abria com o motor em alta e as vezes parecia "afogar" na abertura do segundo carburador. Muita gente reclamou, eu tive uma e nunca tive esse problema.
Faltaram as Agrale Dakar 3.0, a Amazonas 1600, a Agrale Elefantré, a Yamaha RX 125 e outras que agora não lembro. Dê sua sugestão para uma próxima postagem de motos antigas...
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7 comentários:

Xandão disse...

É, nada como confirmar que estamos ficando velhos!
Lembro que a DT 180 trail foi lançada aqui em SP no Mappin e era de 5 marchas (depois chegou six speed). Logo veio a "XLlona" que dava um coice no pedal de partida para os novatos que tentavam ligá-la. A RD 350 "viuva" não tinha freio e perdí uns dois amigos por causa disso. A V-Max empinava até em 4ª marhca e haja pneu que aguentasse! A teneré fez história com esse tancão tipo Paris-Dakar e era linda. A RX 180 era aqui as motos que o pessoal usava nas motoescolas para tirar carta porque aí dava pra pegar moto de maior cilindrada. A TT tinha aquele ronco caracteristico que sabia de longe quando passava pelas nossas ruas. A sete galo foi um sonho e uma fortuna e realmente quando "nacionalizaram" ela tirar o aro 16 da frente foi uma cagada.
A Cg era a moto que todos os trabalhadores que queriam ter a primeira moto econômica compravam. Nem a ML "moto lápida" saia tanto porque sabiam que era econômica e não precisava pagar mais por pintura e marcador de combustível.
A Montesa foi um sonho não realizado por nós aqui. Lembro de ver as MZ nas ruas aqui de Jundiaí e de um teste na quatro rodas moto que o piloto pegou um baita buraco com a dianteira e o aro ficou um 8, era boa a moto mas não conseguiu pegar por aqui. a Kapra o pessoal tentou colocá-la no cross nacional mas era fraquinha e a suspensão muito mole. Principalmente quando chegou a Yamaha MX 180 com motor mais forte e depois a da chegada da Agrale do Negretti que foi a única moto realmente para o motocross com suspensão elevada e motor preparado pela agrale que dava pau nas mx e xl's da vida.

bons tempos aqueles.

Xandão

Solano disse...

Xandão, eu tive uma RDZ 125 e logo em seguida troquei por uma ML da Honda. Tudo mudou, a posição de dirigir, o motor 4t que não queimava óleo mas ... descobri o que era ML: Muito Lerda!! Jézius!! Foi uma decepção comparada com a Yamaha. A RDZ andava muito mais e a posição de dirigir era bem esportiva..

Xandão disse...

Isso é verdade. Aqui em Jundiaí na Av. Jundiaí, o pessoal ficava em frente da Festa da Uva pra ver os rachas de opalas, caravans e fuscas (tinha um branquinho que era um inferno de tanto que andava) e nas motos sempre tinha uma RDZ que dava pau nas outras e o piloto ainda ficava com a mão chamando o que tava atrás pra ver se o cara conseguia passar e NADAAAA! Era até engraçado. Bons tempos. Hoje nem sei se tem mais isso porque colocaram uma porrada de radar na avenida que, sei lá. Esses posts Deja'Vu a gente se,mpre encontra um tempinho pra comentar. muito bom.

Abraços

p.s. uma vez fui fazer uma curva fechada com uma teneré com o tanque cheio e a bichona foi pro chão, sim!

Nelson Forni disse...

Ola.... tenho uma clássica dessas..... fotos em: www.flickr.com/photos/dhegas/sets

Solano disse...

Nelson, acabei de ver suas fotos e fiquei impressionado pela ótima conservação da CB900F Bol D'or, que é uma clássica dos motores Four. E a CB1300 é outro sonho de consumo.. ainda mais com o capricho e limpeza com que você as mantém. Parabéns palas motos... ah.. e pelo teu "fora de estrada" também. Se quiseres, poderíamos montar um texto e as fotos da recuperação do teu Jipe... fazendo um passo a passo. Os leitores do blog iam gostar.. Abraço e valeu pelo comentário.

Marcos Antônio disse...

Faltou a barulhenta Turuna, XL 125, CG 83 com o sistema Ecco no carburador e bobinas 12 volts.

Solano disse...

Marcos, eu tive uma Turuna ano 82 com platinado e realmente aquela descarga era barulhenta, cor grafite ou cinza, não lembro. Depois troquei por uma 84 mais moderninha... hehehe... A XL 125 com suspensão com duas molas traseiras era "pau pra toda obra", valente. Tive também uma CG 125 "azul calcinha"... andava pouco mas era muito econômica. Em breve vou publicar mais uma postagem sobre essas motos que deixaram saudade. Abraço e obrigado pelo comentário.

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