Minhas impressões sobre Disclosure Day e Hope – O Primeiro Impacto
Dois filmes de ficção científica, dois diretores de prestígio e grandes expectativas. Mas será que boas ideias, grandes produções e cenas espetaculares são suficientes para entregar um filme memorável?
Existem filmes que decepcionam porque são ruins. Outros decepcionam justamente porque tinham tudo para ser excelentes.
Depois de assistir a Disclosure Day, dirigido por Steven Spielberg, e Hope – O Primeiro Impacto, do sul-coreano Na Hong-jin, fiquei com aquela sensação de que havia muito mais potencial naquelas histórias do que aquilo que efetivamente chegou à tela.
Não estou dizendo que sejam filmes desprovidos de qualidades. Pelo contrário. Ambos apresentam elementos interessantes, boas ideias e momentos que justificam a atenção do espectador. O problema é que, quando uma produção cria expectativas muito elevadas, não basta entregar algumas cenas impressionantes. É preciso que a história funcione como um todo.
E foi justamente aí que, na minha opinião, os dois filmes ficaram devendo.
1. Disclosure Day: quando o nome do diretor pesa mais que o roteiro
Steven Spielberg dispensa apresentações. Poucos diretores conseguiram construir uma carreira tão influente no cinema comercial, transitando entre aventura, drama, suspense e ficção científica. De Contatos Imediatos do Terceiro Grau a E.T. – O Extraterrestre, passando por Jurassic Park e Minority Report, Spielberg demonstrou inúmeras vezes sua capacidade de transformar ideias extraordinárias em experiências cinematográficas marcantes.
Por isso, a expectativa em torno de Disclosure Day era inevitavelmente elevada. Some-se a isso um elenco de peso, uma campanha de divulgação que despertou a curiosidade do público e um tema que continua fascinando a humanidade: a possibilidade de que não estejamos sozinhos no universo.
A combinação parecia promissora.
Mas, depois de assistir ao filme, fiquei com a impressão de que a produção não conseguiu transformar todos esses ingredientes em uma história verdadeiramente memorável.
E vejo pelo menos cinco razões para isso.
1.1. A expectativa criada foi maior do que a capacidade de surpreender
Quando Spielberg anuncia um filme sobre extraterrestres, o público naturalmente espera algo além de uma história convencional de perseguição e conspiração.
Afinal, estamos falando de um diretor que ajudou a estabelecer algumas das imagens mais icônicas da ficção científica. Seria razoável esperar que Disclosure Day trouxesse uma abordagem capaz de renovar nossa percepção sobre o contato com outras civilizações.
Entretanto, a trama acaba recorrendo a elementos bastante conhecidos do gênero: segredos governamentais, organizações que escondem informações, personagens perseguidos por saberem demais e uma revelação que poderia mudar a maneira como a humanidade compreende sua própria existência.
Nada disso é necessariamente ruim. O problema é quando o filme não consegue dar a esses elementos uma perspectiva suficientemente original.
Em determinados momentos, tive a sensação de estar assistindo a uma mistura de ideias que já vimos em outras produções, sem que a combinação alcançasse a mesma força de algumas das referências que a inspiraram.
O filme tem ambição, mas nem sempre consegue transformá-la em novidade.
1.2. Um roteiro que tenta abordar assuntos demais
A história não se limita à existência de extraterrestres e ao esforço para revelar informações mantidas em segredo. Também aborda conspirações, controle da informação, traumas de infância, religião, empatia, relações humanas e a reação coletiva diante de uma descoberta extraordinária.
São temas interessantes, alguns deles com potencial para discussões profundas.
Mas existe uma diferença entre apresentar muitas ideias e desenvolvê-las satisfatoriamente.
Em vez de permitir que determinadas questões amadureçam dentro da narrativa, o roteiro parece querer conduzir o espectador rapidamente de um acontecimento a outro. As perseguições e os momentos de suspense funcionam, mas as reflexões nem sempre recebem o espaço necessário para adquirir a mesma força.
A consequência é uma história que parece maior do que sua própria capacidade de organização. Há muita coisa acontecendo, mas nem tudo se conecta de maneira convincente.
1.3. A exploração do extraordinário cede espaço a soluções excessivamente sentimentais
Spielberg sempre foi um diretor interessado nas emoções humanas. Isso faz parte de sua identidade cinematográfica e não seria justo exigir que ele abandonasse essa característica.
O problema aparece quando o sentimentalismo interfere no desenvolvimento das ideias centrais.
Em Disclosure Day, existem momentos em que a narrativa interrompe seu próprio ritmo para insistir em experiências pessoais, traumas e reconciliações emocionais. Em vez de ampliar o mistério, algumas dessas passagens parecem reduzir a dimensão do que está sendo apresentado.
Estamos falando de uma história que envolve a possibilidade de um contato extraterrestre e de uma revelação com consequências globais. Seria interessante explorar mais profundamente o impacto filosófico, científico, político e social de um acontecimento dessa magnitude.
Em determinados trechos, entretanto, o filme parece mais preocupado em conduzir o espectador a uma emoção específica do que em deixá-lo absorver a dimensão daquilo que está acontecendo.
É uma escolha legítima de direção, mas que, para mim, enfraquece parte do potencial da história.
1.4. A ameaça não alcança a dimensão que a premissa sugere
Uma das grandes possibilidades de uma história sobre a revelação da existência de vida extraterrestre é explorar o que aconteceria se uma certeza dessa magnitude deixasse de ser especulação e se tornasse um fato incontestável.
Como os governos reagiriam? O que aconteceria com as religiões? Como a ciência lidaria com novas evidências? Haveria pânico, negação, conflitos políticos ou uma transformação profunda na maneira como enxergamos nosso lugar no universo?
O filme toca em algumas dessas questões, mas não me parece que explore todas as suas consequências com a profundidade necessária para que a premissa alcance sua dimensão máxima.
O mistério é apresentado como algo capaz de alterar a história da humanidade, mas a narrativa nem sempre transmite a sensação de que estamos diante de algo tão extraordinário.
Falta aquela impressão de assombro diante do desconhecido, algo que Spielberg soube construir tão bem em outros momentos de sua carreira.
1.5. Bons momentos não garantem uma obra consistente
Seria injusto negar a competência técnica do filme. A fotografia, a movimentação de câmera, as perseguições e determinadas sequências de ação demonstram o domínio de Spielberg sobre a linguagem cinematográfica. O elenco também oferece boas atuações, com destaque para Emily Blunt.
A sequência envolvendo um trem, por exemplo, é um dos momentos em que a direção demonstra sua capacidade de criar tensão e conduzir o olhar do espectador.
O problema é que uma produção cinematográfica não pode depender apenas de cenas isoladamente excelentes.
É necessário que o roteiro, os personagens, o ritmo, os efeitos visuais e a conclusão trabalhem em conjunto para produzir uma experiência coerente.
Em Disclosure Day, encontrei momentos que me impressionaram, mas não senti a mesma força na construção do conjunto. O filme alterna sequências muito bem realizadas com passagens que parecem menos inspiradas, e essa irregularidade acaba comprometendo o resultado.
Não é um filme sem qualidades. É um filme que, na minha avaliação, tinha condições de oferecer muito mais.
Críticas publicadas pelo Sight and Sound, pela Variety e pela Time Out também apontaram problemas semelhantes, como o excesso de sentimentalismo, a dificuldade de conciliar tantos temas e a ausência de um impacto comparável ao dos grandes clássicos de ficção científica de Spielberg.
Isso não significa que todos os espectadores devam compartilhar dessa opinião. Significa apenas que a sensação de potencial desperdiçado não é uma impressão necessariamente isolada.
2. Hope – O Primeiro Impacto: muita ação, imagens impressionantes e uma história que perde o rumo
Se Disclosure Day decepciona por não conseguir transformar sua premissa em algo suficientemente impactante, Hope – O Primeiro Impacto segue um caminho diferente.
Dirigido por Na Hong-jin, conhecido pelo sombrio e perturbador O Lamento, o filme chama a atenção por sua ambição, pela escala da produção e pela proposta de misturar suspense, terror, ficção científica e ação.
A história começa em uma pequena comunidade sul-coreana, onde acontecimentos violentos e inexplicáveis conduzem os moradores a uma situação cada vez mais desesperadora. O mistério inicial funciona muito bem justamente porque o espectador ainda não compreende a natureza da ameaça.
Nesse primeiro momento, o filme consegue criar tensão, curiosidade e uma atmosfera de perigo que prende a atenção.
E é aí que reside uma de suas maiores virtudes: Na Hong-jin demonstra um domínio admirável da câmera, da movimentação dos personagens e da construção de sequências de ação.
As cenas na floresta são particularmente interessantes. A fotografia, os enquadramentos e a maneira como os personagens se movimentam pelo ambiente contribuem para criar sequências visualmente envolventes. Há momentos em que a ação é tão bem conduzida que quase nos esquecemos dos problemas que começam a surgir na narrativa.
Quase.
Porque, à medida que a história avança, o filme começa a perder parte da força que havia conquistado.
2.1. Uma produção visualmente ambiciosa, mas com efeitos digitais irregulares
É preciso reconhecer a qualidade de várias escolhas visuais do filme. Há boas locações, enquadramentos criativos, movimentos de câmera muito bem executados e sequências de ação que demonstram um planejamento cuidadoso.
As cenas na floresta, em especial, merecem destaque. Existe uma preocupação em utilizar o espaço, a vegetação e os movimentos dos personagens para construir tensão e dar dimensão aos acontecimentos.
O problema aparece quando a produção precisa recorrer intensamente à computação gráfica.
Em determinadas cenas, o CGI não apresenta o refinamento esperado de uma produção dessa escala. Algumas criaturas e movimentos digitais parecem artificiais demais, comprometendo a ilusão que o cinema deveria construir.
Esse tipo de problema é especialmente perceptível quando o restante da produção demonstra tanto cuidado visual.
Quando a fotografia, os enquadramentos e a movimentação de câmera funcionam tão bem, efeitos digitais pouco convincentes acabam chamando ainda mais a atenção.
Não é uma questão de exigir perfeição técnica absoluta. É uma questão de consistência: se o filme pretende nos transportar para uma situação extraordinária, seus efeitos precisam contribuir para essa imersão, e não nos lembrar de que estamos diante de uma imagem criada por computador.
2.2. O roteiro começa com mistério e termina com explicações insuficientes
O início de Hope – O Primeiro Impacto é um dos seus pontos mais fortes. A ameaça ainda não está completamente definida, os acontecimentos parecem não obedecer a uma lógica conhecida e os personagens tentam compreender aquilo que estão enfrentando.
Essa incerteza é fundamental para o suspense.
Entretanto, conforme o filme revela mais sobre os acontecimentos e sobre as criaturas, a narrativa passa a depender cada vez mais da ação e de situações extraordinárias, sem desenvolver na mesma proporção as explicações necessárias para sustentar a história.
A impressão que fica é a de que o roteiro tem muitas ideias, mas não consegue organizá-las de maneira satisfatória.
Há momentos em que gostaríamos de compreender melhor a natureza da ameaça, as motivações dos personagens e a lógica por trás de determinadas situações. Em vez disso, somos conduzidos a novas sequências de perseguição, confronto e destruição.
O resultado é um filme que sabe criar movimento, mas nem sempre sabe o que fazer com a própria história.
2.3. O elemento do “pequeno príncipe” enfraquece a seriedade da narrativa
Este foi um dos aspectos que mais me incomodaram.
A proposta de apresentar uma relação peculiar entre os extraterrestres e a figura do chamado “pequeno príncipe” poderia funcionar se fosse desenvolvida de maneira convincente, integrada à mitologia do filme e capaz de ampliar nossa compreensão sobre os acontecimentos.
O problema é que, na minha percepção, essa escolha acaba dando à história um caráter quase infantil em determinados momentos.
Não há nada de errado em uma ficção científica recorrer a elementos de fábula, simbolismo ou fantasia. Algumas das melhores histórias do gênero fazem exatamente isso.
A questão é o equilíbrio.
Quando uma narrativa começa a construir uma atmosfera de mistério, violência e ameaça, o espectador tende a esperar que as revelações posteriores sejam capazes de aprofundar esse universo, não de diminuir sua complexidade.
Foi justamente essa a sensação que tive: uma história que começa sugerindo algo potencialmente perturbador e termina recorrendo a uma solução que não me pareceu suficientemente convincente para sustentar tudo aquilo que veio antes.
A ideia poderia ter sido interessante. A execução, entretanto, não me convenceu.
2.4. Excelentes sequências de ação não substituem o desenvolvimento dos personagens
Se existe algo que Hope – O Primeiro Impacto faz muito bem, são determinadas sequências de ação.
A movimentação da câmera, a organização dos espaços, os enquadramentos e o ritmo de algumas perseguições demonstram uma direção segura. As cenas na floresta são um bom exemplo da capacidade de Na Hong-jin de construir imagens fortes e situações visualmente envolventes.
São momentos em que o filme realmente funciona.
Mas há uma diferença entre conduzir uma boa sequência de ação e construir uma história capaz de manter o interesse do público durante toda a sua duração.
Para que uma perseguição seja realmente significativa, precisamos compreender o que está em jogo, o que os personagens desejam e por que suas escolhas importam.
Quando a narrativa passa a repetir situações de perigo sem acrescentar informações relevantes ou desenvolver os conflitos, a ação começa a perder impacto.
O que inicialmente provocava tensão passa a parecer repetitivo. O que deveria aumentar nossa curiosidade acaba prolongando uma história que já poderia ter avançado para questões mais interessantes.
Em vez de crescer em complexidade, o filme parece, em determinados momentos, crescer apenas em escala.
2.5. A ambição de criar um universo maior prejudica a conclusão
Outro aspecto que me incomodou foi a impressão de que o filme está mais preocupado em preparar terreno para uma história futura do que em entregar uma experiência completa no presente.
É perfeitamente válido deixar perguntas sem resposta. A ficção científica não precisa explicar absolutamente tudo, e o mistério pode ser uma de suas maiores qualidades.
Mas existe uma diferença entre terminar uma história deixando espaço para interpretações e interrompê-la quando ainda há questões fundamentais que precisariam de algum desenvolvimento.
Em Hope – O Primeiro Impacto, a combinação de revelações, elementos pouco explorados e um desfecho que aponta para possibilidades futuras deixa a sensação de que assistimos a uma parte de algo maior, e não a uma narrativa plenamente resolvida.
Considerando a duração do filme, esse é um problema significativo. São mais de duas horas e meia de projeção, tempo suficiente para desenvolver personagens, aprofundar a mitologia das criaturas e construir uma conclusão mais satisfatória.
A possibilidade de uma continuação não deveria servir como justificativa para deixar o filme original narrativamente incompleto.
Uma franquia pode nascer de uma boa história. O que não deveria acontecer é uma história depender excessivamente da possibilidade de uma franquia para justificar suas próprias lacunas.
3. Dois filmes diferentes, um problema em comum
Apesar de suas diferenças, Disclosure Day e Hope – O Primeiro Impacto compartilham algo que considero fundamental para entender minha decepção com ambos: a dificuldade de transformar boas ideias em narrativas plenamente satisfatórias.
Spielberg trabalha com uma ficção científica mais ligada ao suspense, à conspiração, à dimensão humana do contato extraterrestre e às consequências de uma revelação global.
Na Hong-jin aposta em uma experiência mais física, violenta e caótica, com criaturas, perseguições e sequências de ação que procuram impressionar pela escala e pela intensidade.
Um parece querer nos fazer refletir sobre o significado de descobrir que não estamos sozinhos no universo. O outro procura nos colocar diante de uma ameaça extraordinária, usando o suspense e o espetáculo para provocar tensão.
Mas ambos acabam esbarrando em problemas de desenvolvimento narrativo.
Em Disclosure Day, a quantidade de ideias e a insistência em determinadas soluções emocionais prejudicam o impacto da premissa.
Em Hope – O Primeiro Impacto, a ambição visual e a intensidade das cenas de ação nem sempre encontram correspondência em um roteiro suficientemente consistente.
São problemas diferentes, mas que conduzem a uma conclusão semelhante: a competência técnica e a ambição de uma produção não garantem, por si só, uma grande experiência cinematográfica.
4. O problema não é criar expectativas, mas saber o que fazer com elas
Vivemos em uma época em que a divulgação de um filme pode começar muito antes de sua estreia. Diretores consagrados, elencos internacionais, trailers cuidadosamente montados, imagens impressionantes e campanhas de divulgação criam uma atmosfera de expectativa que, muitas vezes, faz o público imaginar um filme ainda melhor do que aquele que realmente existe.
Não há nada de errado nisso. O cinema sempre dependeu, em alguma medida, da capacidade de despertar curiosidade.
O problema aparece quando a campanha de divulgação vende uma experiência que o próprio filme não consegue sustentar.
No caso de Disclosure Day, o nome de Spielberg naturalmente aumenta a expectativa. Esperamos que um diretor com sua experiência consiga oferecer algo à altura de sua própria trajetória.
Em Hope – O Primeiro Impacto, a reputação de Na Hong-jin, a escala da produção e a promessa de uma abordagem diferente para o gênero também ajudam a criar expectativas elevadas.
Mas nenhum diretor, por mais talentoso que seja, está imune a decisões equivocadas. E nenhum orçamento, por maior que seja, consegue compensar automaticamente um roteiro que não funciona como deveria.
Talvez seja justamente por reconhecer o potencial desses cineastas que suas falhas se tornam mais evidentes.
Não esperamos necessariamente que eles repitam seus maiores sucessos. Esperamos que continuem demonstrando a capacidade de nos surpreender.
5. Afinal, vale a pena assistir?
Sim, especialmente para quem gosta de ficção científica e quer tirar suas próprias conclusões.
Disclosure Day apresenta boas atuações, sequências de ação competentes e questões interessantes sobre a humanidade, a informação e o contato extraterrestre. Seu problema, para mim, está na maneira irregular como esses elementos são reunidos.
Hope – O Primeiro Impacto oferece momentos de ação impressionantes, boas cenas na floresta e uma direção visual que merece reconhecimento. Entretanto, o CGI irregular, as fragilidades do roteiro e o desenvolvimento insatisfatório de algumas ideias comprometem parte da experiência.
Não considero necessário que um filme seja perfeito para ser bom. Tampouco acredito que uma obra precise agradar a todos para ter valor.
Mas gosto de sair de uma sessão de cinema com a sensação de que a história me levou a algum lugar, apresentou ideias que mereciam ser exploradas ou proporcionou uma experiência que continuarei lembrando por muito tempo.
Nos dois casos, encontrei bons momentos, mas não a mesma satisfação no conjunto.
Talvez o problema tenha sido a expectativa elevada. Talvez os filmes realmente não tenham conseguido entregar tudo o que prometiam. Provavelmente existe um pouco das duas coisas.
O fato é que saí dessas experiências pensando menos no que havia assistido e mais no que aquelas produções poderiam ter sido.
E, para mim, essa é uma das formas mais frustrantes de decepção cinematográfica: perceber que havia material para um grande filme, mas que o resultado ficou aquém do potencial.
No fim das contas, um grande diretor pode nos levar ao cinema, um bom elenco pode despertar nossa curiosidade e uma campanha de divulgação pode criar expectativas enormes. Mas é o roteiro, aliado à capacidade de transformar ideias em uma história convincente, que precisa justificar tudo isso.
E vocês? Assistiram a Disclosure Day e Hope – O Primeiro Impacto? Tiveram a mesma impressão ou consideram que estou sendo exigente demais? Quero saber o que acharam.





